top of page

Microscopia de lodos ativados - por que é uma ferramenta importante para seu processo?

  • Foto do escritor: Moisés Antônio Benvegnú
    Moisés Antônio Benvegnú
  • 10 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de fev.

Quem trabalha com tratamento de esgoto (doméstico ou industrial) com um sistema aeróbico de lodos ativados, sabe que o coração desse processo é o lodo do reator. É a qualidade do seu lodo ativado que vai determinar a eficiência de depuração do esgoto bruto que entra na estação, mas também pode causar sérios problemas caso não seja manejado da forma correta e ter suas necessidades atendidas.


Muitas empresas operam suas estações de tratamento apenas com dados de análises físico-químicas e macroscópicas, como a análise da sedimentabilidade do lodo (VL ou SD30'). Esses dados são importantíssimos, sim, mas operar uma estação de lodo ativado somente com essas ferramentas é equiparável a trabalhar com um olho aberto e outro fechado. Para que você consiga ter uma visão sistemática, é necessário usar uma lupa, ou melhor, um microscópio.


O primeiro microscópio foi construído em 1590 por Zacharias Janssen. Em 1665, o cientista Hooke escreveu um livro com desenhos detalhados de suas descobertas microscópicas. Nos dias atuais o equipamento é amplamente utilizado para as mais diversas análises, inclusive para verificar diversas característica do lodo ativado, tanto a formologia dos flocos quanto os mais diversos protozoários e metazoários presentes nele.


Através da análise dessas características, pode-se descobrir se um lodo está com alguma deficiência nutritiva ou precisando de mais oxigênio. Se houve algum choque de carga no reator. Se a idade do lodo está coerente e de acordo com o projeto da estação. Se há a necessidade de descartar mais ou menos lodo. De repente, você esteja recirculando lodo em uma taxa maior do que deveria. Com a constância na observação, você já consegue verificar tendências do seu processo. Sempre que há entrada de chuva ou maré no seu reator em volume significativo, como o seu lodo se comporta em cada reator? Esse é outro ponto importante: cada reator é único! Mesmo que façam parte de um mesmo sistema de uma mesma estação de tratamento.


Todas essas análises microscópicas podem e devem ser utilizadas em conjunto com as análises físico-químicas. Com o tempo e o hábito, você conseguirá saber o que está acontecendo na sua estação e tomar decisões assertivas de forma preventiva e não mais só "apagar incêndios" quando os problemas surgirem.


Lembre-se sempre que o lodo ativado é uma colônia de organismos vivos, e é nosso dever fornecer tudo de que precisam para fazer o papel mais importante por nós: tratar o esgoto e devolvê-lo limpo para o corpo hídrico. Autora do texto: Iuli Theisen, Engenheira Química especialista em Microbiologia de Lodos Ativados, e instrutora do Curso On-line MICROBIOLOGIA BÁSICA DE LODOS ATIVADOS.


Clique aqui e inscreva-se no curso: https://hotm.art/microbAeE


コメント


cursos.jpg
grupo.jpg
LIVROS.png
Anuncios blog (10).png
10 cursos.png
bottom of page